Primeiros colocados revelam como se prepararam para o vestibular
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Mesmo participando das gravações da novela Fina Estampa, a atriz Bianca Salgueiro, que vive Carolina na trama, se dedicou aos estudos e conseguiu a primeira colocação na classificação geral do vestibular da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro).
Ela alcançou 96,75 pontos (o máximo possível era 100) e foi a mais alta entre os mais de 45 mil candidatos. Ela conta que sempre gostou de estudar e que já se destacava entre os outros alunos na época do colégio.
- Eu estudei durante todo o ano passado e minha rotina era bem puxada. Todo o tempo livre que tinha era dedicado aos estudos. Estudava também no intervalo das gravações de Fina Estampa e continuava estudando quando chegava em casa.
Fernanda Arantes, de 16 anos, é bastante jovem, mas desbancou 835 candidatos no vestibular da Fuvest e ficou em segundo lugar entre os selecionados para o curso de pedagogia na USP (Universidade de São Paulo).
Para ela, fazer o processo seletivo como treineiro um ano antes é uma ótima maneira de conhecer o esquema do vestibular, saber como se comportar e o que levar nos dias das provas. Mas garante que só isso não basta.
- Não tem fórmula mágica. Cada pessoa encontra um jeito de pegar o conteúdo, seja sozinho, com música ou em grupo, mas de uma coisa não se pode fugir: tem que estudar, mesmo!
O estudante Victor Hugo Alexandrino da Silva, de 18 anos, foi o primeiro colocado em economia na Unicamp. Mais de 1.500 candidatos se inscreveram para o curso, que oferece 70 vagas.
Victor alcançou a pontuação de 689. Segundo a Comvest (Comissão Permanente para o Vestibular), que organiza o processo seletivo da Unicamp, a maior nota alcançada por um candidato este ano foi 735.
Apesar do feito, Victor afirma que o vestibular “não é um bicho de sete cabeças” e que, com bom planejamento, é possível passar na prova. Ele estudava de manhã, no cursinho Oficina do Estudante, e em casa à tarde.
- Eu não me matei de estudar. É bobeira isso. Estudava umas três horas por dia. Revia a matéria, fazia todos os exercícios da apostila do cursinho. À noite e aos finais de semana eu saía com a namorada e com a família.
Raif Restivo Simão, 18, foi aprovado em medicina da Fuvest e na Unicamp. Nesta última, não só conseguiu a primeira colocação do curso, como ficou em primeiro lugar na classificação geral.
No último ano, ele praticamente só estudava: pelas manhãs ia ao cursinho e, à tarde, se dedicava a fazer exercícios e simulados em casa. Para o estudante, esse foi um sacrifício que valeu a pena. Raif garante que, se os estudos forem levados a sério, é possível passar por essa etapa com sucesso.
- Já havia tentado passar em medicina uma vez, mas não me dediquei o suficiente e já imaginava que não conseguiria passar. Saía com os amigos e também ficava muito tempo no colégio jogando conversa fora.
Depois que descobriu um "método de estudar", ele decidiu que seria seu único ano no cursinho.
- Eu preciso de silêncio para estudar, então chegava em casa e desligava tudo: celular, televisão, computador. Só assim podia me concentrar.
O estudante Leonardo dos Anjos Cunha, 17, foi aprovado em primeiro lugar no curso de engenharia elétrica na Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo) e em mais seis universidades públicas (Unesp, Unicamp, Unifesp, Unifei, Unifesp, ITA e IME).
Essa foi a primeira vez que Leonardo prestou o vestibular. Para ele, a chave desse sucesso foi o fato de ele considerar os estudos como parte de sua vida e não como uma obrigação.
- Eu sempre tratei os estudos como um hobby, mas no último ano me dediquei por mais tempo. Passava as tardes na biblioteca com amigos estudando. Mas sempre cada um no seu canto, porque senão ninguém estudava direito.
Apesar da colocação no vestibular da Fuvest, o estudante optou pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), que era seu principal objetivo.
Bruna Toledo Pinheiro, 18, foi aprovada em primeiro lugar em pedagogia na Unicamp e também foi selecionada na Fuvest.
Sem fazer cursinho, ela estudou para a primeira fase do vestibular apenas com o conteúdo do ensino médio. Já para a segunda fase, ela recorreu ao cursinho Oficina do Estudante, em Campinas (SP), que oferecia simulados para as provas específicas.
- A vantagem de fazer simulados antes da prova é entender a dinâmica do vestibular. A prova da Unicamp é muito extensa e, se o aluno não se prepara antes, fica sem saber como controlar o tempo.
Para ela, o melhor mesmo é prestar atenção nas aulas ao longo dos anos e recuperar o conteúdo em casa, com exercícios.
- Na maioria das vezes, os professores destacam pontos muito importantes nas aulas e que não estão nos livros.
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