Zumbido se populariza entre jovens e pode levar a depressão
O zumbido é uma das maiores reclamações de pacientes que sofrem com ruídos constantes.
O zumbido é uma das maiores reclamações de pacientes que sofrem com ruídos constantes. De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o problema atinge cerca de 278 milhões de pessoas. Já no Brasil, 28 milhões convivem com o sintoma. Especialistas comprovaram que esse problema representa outras doenças para o organismo. Identificar as possíveis causas em cada indivíduo e determinar o tratamento personalizado mais adequado para o caso tem sido a maior preocupação no atendimento de rotina.
A estudante Karolinne Alves, 20 anos, declara que sente a presença de um chiado o tempo inteiro e em situações de silêncio o problema agrava. “Quando vou dormir sinto bastante incômodo, às vezes acordo a noite e fico com mal estar. No período de provas, tento me acalmar o máximo possível, pois quando tenho estresse, a dor piora”, relata.
A manifestação do zumbido pode ocorrer através do barulho excessivo. Nesse caso, a célula da cóclea é lesionada decorrente de uma forte pressão no tímpano. Os sintomas variam de intensidade nos pacientes afetados, portanto o zumbido é temporário ou permanente.
Segundo o otorrinolaringologista Flávio Santos, o zumbido tem diversas causas, mas apenas uma avaliação criteriosa pode determinar os motivos. “Problemas de fundo nervoso, respiratório ou até nas articulações podem ser causas do zumbido”, declara. Portanto, um dos maiores questionamentos é identificar quais os agentes que levam ao incômodo no ouvido.
O excesso de cera no ouvido, hipertensão, diabetes, alergias, doenças renais, tumores e medicamentos, em muitos casos, são opções que também não podem ser descartadas na avaliação médica. “A princípio, observamos como o paciente relata o desconforto. São informações necessárias antes de prescrever algum exame mais direto. O leque de opções são variados, podemos sugerir exames de sangue para verificar o colesterol, diabetes, tireóide, além da tomografia, por exemplo”, destaca.
PODE CAUSAR DEPRESSÃO
Quando a pessoa não consegue ouvir bem, o problema se estende ao lado emocional. É comum o individuo ter raiva, isolamento e medo de conviver em sociedade. Portanto, as causas para o desenvolvimento da depressão podem estar relacionadas com o zumbido. De acordo com o otorrinolaringologista Flávio Santos, permanecer com esse desconforto se torna intolerável.
“Existem pessoas que chegam a cometer suicídio por não suportar os ruídos intensos. Não é tarefa fácil ter uma vida profissional e pessoal comprometida por causa de tanto barulho”, afirma.
CUIDADOS
-Evitar a exposição em sons muitos altos
-Não abusar no consumo de café, açúcar, gorduras
-Controlar o estresse
-Usar protetor auditivo individual
-Nas situações de zumbido extremo, realizar exames metabólicos e de imagens são indispensáveis para esclarecer qual o método adotado no tratamento do paciente.
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